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As Mentiras que Eu Contava

21.12.07
Nessa época do ano, por causa do espírito natalino que tanto gosto, sempre lembro da minha infância, não tão remota, mas que já faz muita falta. Foi aí, no meio de um mar de lembranças confusas e embaralhadas que comecei a listar as mentiras que eu contava. Nem adianta vir me recriminar, por que sei que todas as crianças contam mentiras, algumas que até elas mesmas acreditam e eu, como a boa (cofcofcof) criança que fui, não iria fugir a regra, certo? Lembro que eu costumava fazer “criação” de tatuzinhos de jardim, na verdade não era uma criação, eu saia caçando tatus, jogava todos dentro de um pote com terra e lá eles ficavam até a morte, então era mais uma prisão perpetua! Toda vez que eu saia a procura dos tatuzinhos com as minhas amigas contava a história do Bola, o meu tatuzinho adestrado, que me seguia para todos os lados, respondia ao nome “Bola” e vinha quando eu chamava. Talvez até tenha existido um tatuzinho Bola no meio de todos aqueles que capturei cruelmente do jardim, mas com certeza absoluta ele não era adestrado! Então essa é uma das mentiras que eu contava. Outra mentira, que na verdade nem é uma mentira, mas como na época eu achava que estava mentindo, considero mentira agora também, era a seguinte: Eu me “fantasiava”, na verdade eu pegava uma canga da minha mãe, jogava nas costas, fingia que era uma capa e colocava uns óculos escuros. Eu realmente acreditava que ninguém iria me reconhecer assim. Pegava a chave da casa escondido, abria o cadeado, saia de casa, trancava o portão e tocava a campainha. Quando alguém atendia, perguntava “Pois não?” e eu achando que eles não tinham percebido que era eu, “Eu sou Mônica e sou uma detetive. Vim investigar um mistério dessa casa!”, é claro que a pessoa abria a porta e eu entrava e começava a investigar o “mistério”! ahuahauahuahuah Como eu achava que todo mundo estava acreditando, pensava que estava mentindo! Ainda lembro que às vezes um desavisado chegava e falava “Mariana, por que você ta vestida assim?” e eu respondia, sustentando o meu disfarce, “Não sou essa Mariana, sou a Mônica!” ahuahuahauhauahuah Não me agüento... Eu era meio louquinha... Talvez ainda seja! Bom, essas duas são as que eu mais lembro... Talvez as únicas... Acho que não na verdade!

Nesse período é muito comum ver cartas ao Papai Noel nos blogs, até cheguei a escrever uma, mas acho que ela ficou muito triste e como não gosto de coisas tristes quando não estou de TPM, preferi postar essas minhas lembranças, até por que Papai Noel era uma das mentiras que contavam para mim, então não iria caber direito nesse post! Mas mesmo assim eu desejo profundamente um ótimo natal para todo mundo! Ainda volto antes no ano que vem, então é cedo de mais para dizer feliz ano novo!

Ah! Repararam no novo layout? É o meu presente de natal para o blog... Gostaram?

Banana de Ouro
O banana de ouro dessa semana vai para o Colégio Jean Piaget, que ficava no Campo Belo em São Paulo. Foi graças a ela que eu aprendi que as diferenças são normais, uma vez que a escola abrigava crianças portadoras de deficiências especiais. A escola fechou graças ao nosso querido capitalismo, pois uma construtora processou a escola por estar “atrapalhando” a construção de um grande prédio, já que se negava a vender seu terreno!

Categorias: Admirável vida minha.
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O Macacos Pelados é um blog pessoal, onde falo sobre a minha vida, sobre meus pensamentos e filosofias. Também procuro dividir tudo de interessante que encontro por aí, na internet, em São Paulo, no mundo.
Espero que gotem e que se divirtam!


Mariana Zito. 18 anos. São Paulo, Capital.
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"Questionando somos curiosos, encontrando respostas somos estúpidos, mundando o mundo somos utópicos" – Joana Gama Filho
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